
Café da manhã parisiense
SABORES E MOMENTOS
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Ordenados por distância do hotel. 56 lugares no total.
Concluída em 1867 pelo arquiteto Ballu, a igreja da Trinité fica na Place d'Estienne d'Orves, logo acima do bairro Saint-Lazare. Seu grande órgão Cavaillé-Coll (1868) foi o terreno de experimentação de Olivier Messiaen durante 62 anos (1930-1992) -- foi aqui que ele compôs algumas de suas obras mais importantes. Concertos de órgão ainda são programados regularmente.
Por que ir: Prático se você quer uma pausa tranquila entre compras e visitas, pertinho de Opéra / Saint-Lazare.
Dica: Às vezes tem concertos: dê uma olhada nos cartazes no local se você gosta de órgão ou música clássica.
Instalado na casa-atelier do pintor Ary Scheffer desde 1830, este museu é literalmente o museu de bairro do hotel — a 8 minutos a pé, rue Chaptal. O que é único aqui é a atmosfera: uma residência burguesa preservada com os seus dois pavilhões, a sua alameda de pedra bordejada de roseiras e um jardim com salão de chá aberto assim que o tempo o permite. A colecção permanente é dedicada ao espírito romântico do século XIX — aguarelas, retratos, recordações de George Sand (jóias, madeixa de cabelo, moldes da sua mão), mobiliário da época. Renoir, Delacroix e Liszt frequentaram este salão.
Por que ir: A colecção permanente é gratuita, o ambiente é tranquilo e é um dos endereços mais próximos do hotel — ideal para uma hora de cultura sem planear com antecedência.
Dica: Fechado à segunda-feira. Aberto terça-domingo 10h-18h. O salão de chá no jardim (gerido separadamente, com acesso independente) é um agradável ponto de paragem no verão.
O Musée Gustave Moreau é a primeira casa-ateliê transformada em museu na França, inaugurada em 1903 no 9e arrondissement. O que marca logo na entrada é a majestosa escadaria espiral metálica que liga os dois níveis de ateliê — um elemento arquitetônico impressionante. No alto, as grandes telas simbolistas envolvem você: o que sempre impressiona é Jupiter et Sémélé, de uma riqueza de detalhes e cores alucinante, ao lado de L'Apparition e dos célebres Licornes. Um universo onírico preservado exatamente como Moreau quis.
Por que ir: Excelente escolha se gosta de museus intimistas, longe das multidões.
Dica: O lugar é compacto: perfeito para visita curta (e geralmente mais calmo durante a semana).
Instalado no telhado do armazém Haussmann, o terraço das Galeries Lafayette oferece uma das vistas panorâmicas gratuitas mais acessíveis de Paris — a 12 minutos a pé do hotel. À sua frente: a cúpula da Opéra Garnier, o Sacré-Cœur a norte, a Torre Eiffel a oeste e um mar de telhados haussmannianos a 360°. O que é único aqui é a combinação gratuidade + acessibilidade: sem reserva, sem bilhete, sem espera — basta subir pelas escadas rolantes até ao último andar do edifício principal (40 boulevard Haussmann, acesso pelo lado da rue Mogador). Algumas mesas e espreguiçadeiras no terraço, um bar.
Por que ir: Por uma vista sobre os telhados de Paris sem gastar um cêntimo nem esperar, ideal ao final da tarde com a luz dourada sobre a Opéra.
Dica: Aberto segunda-sábado 10h-20h30, domingo 11h-20h. Com tempo encoberto a vista mantém interesse mas a Torre Eiffel pode desaparecer. Acessível directamente desde o armazém — sem fila de espera dedicada.
Erguida entre 1816 e 1826 sobre o cemitério da Madeleine onde foram inumados Luís XVI e Maria Antonieta após a sua execução em 1793, a Chapelle Expiatoire é um dos monumentos mais desconhecidos do centro de Paris — a 13 minutos a pé do hotel, square Louis XVI (8.º). A capela neoclássica, assinada Fontaine, abriga dois grupos escultóricos de Bosio: Luís XVI apoiado num anjo e Maria Antonieta sustentada por uma figura representando a religião. Os ossos dos soberanos aqui repousaram até à sua transferência para Saint-Denis em 1815.
Por que ir: Um fragmento de história real francesa totalmente fora dos circuitos turísticos habituais, a dois passos da Opéra.
Dica: Aberto de terça a sábado, 10h-12h30 e 13h30-18h30. Fechado domingos e segundas. Bilhete à entrada, tarifa reduzida disponível.
Construída entre 1860 e 1871 por Victor Baltard (o arquiteto das Halles de Paris), Saint-Augustin é a primeira igreja dessa envergadura a usar ferro e ferro fundido como estrutura portante -- 100 metros de comprimento, uma cúpula que chega a 80 metros. Por fora, o revestimento de pedra mascara essa proeza; por dentro, as colunas em ferro fundido dourado e pintado revelam toda a ousadia da construção, realçadas pelas pinturas de Bouguereau nas absides.
Por que ir: Ideal se você está na região Haussmann / Madeleine e gosta de arquitetura parisiense.
Dica: É uma visita curta mas interessante: perfeita entre duas etapas de compras ou antes de um jantar.
A parada 10 do Big Bus (linha Vermelha) fica perto da Ópera Garnier, a poucos minutos do hotel — ponto de partida ideal para um tour hop-on hop-off que conecta 11 paradas passando pela Torre Eiffel, Champs-Élysées, Notre-Dame, Louvre e Invalides. O ônibus de dois andares passa a cada 10 minutos (15 no inverno), com comentários em 11 idiomas via fones de ouvido e wi-fi gratuito.
Por que usar: Muito útil para uma primeira visão geral da cidade.
Dica: Escolha rota e horários conforme suas prioridades.
O Palais Garnier é uma pura joia do século XIX, e o que sempre impressiona é a Grande Escadaria de 30 metros de altura — Charles Garnier a considerava o verdadeiro coração de seu teatro. Na sala de espetáculos, olhe para cima: o teto pintado por Marc Chagall em 1964 homenageia os grandes compositores de ópera em uma explosão de cores onde se distinguem o Arco do Triunfo e instrumentos musicais. Antes de sair, admire os mosaicos sobre fundo dourado do antessaguão e o teto de Paul Baudry consagrado à história da música.
Por que ir: Mesmo sem ir a um espetáculo, a visita vale se gosta de arquitetura e interiores grandiosos.
Dica: Se vier para visita, verifique os horários: o acesso pode depender de ensaios e apresentações.
O Musée Nissim de Camondo é uma residência aristocrática construída entre 1911 e 1914 à beira do Parc Monceau, congelada no tempo como se a família tivesse acabado de sair. Moïse de Camondo reuniu ali uma coleção excepcional de mobiliário e artes decorativas do século XVIII francês: móveis assinados Riesener, Oeben, Jacob, porcelanas, tapeçarias e ourivesaria de qualidade museal. O que torna este lugar profundamente emocionante é a história trágica da família: o museu leva o nome do filho morto em 1917, e a filha Béatrice com seus filhos foram deportados para Auschwitz.
Por que ir: Descobrir um lugar patrimonial muito imersivo, ideal se gosta de decoração e arte de viver.
Dica: O museu é relativamente curto: combine facilmente com um passeio no Parc Monceau.
O Musée Cernuschi é um dos mais antigos museus de artes asiáticas da Europa, instalado em um elegante hôtel particulier à beira do Parc Monceau. O que sempre impressiona é o grande Buda Amida japonês de 4 metros de altura que recebe você na entrada — Henri Cernuschi o trouxe do Japão em 1871, cortado em nove pedaços para transporte e remontado em Paris. A coleção abrange China, Japão, Coreia e Vietnã, com magníficos bronzes e pinturas. E o museu é gratuito para as coleções permanentes.
Por que ir: Para encaixar uma visita cultural tranquila, frequentemente mais calma que os grandes museus.
Dica: Bom plano durante a semana: mais calmo. Veja também a expo temporária do momento.
Estendido por quase 24.000 m² aos pés do Sacré-Coeur, este square em terraços sucessivos oferece um dos mais belos panoramas de Paris. Duas rampas em ferradura, escadarias monumentais e 222 degraus levam à basílica, pontuados pela fonte neoclássica de Paul Gasq (1932). Os gramados inclinados são o point favorito dos parisienses para piquenicar ao pôr do sol -- e dos artistas de rua que animam o adro.
Por que ir: Ideal para respirar depois de Montmartre, tirar fotos e aproveitar a vista sem "fazer" um museu.
Dica: Muito frequentado com tempo bom: de manhã cedo ou em dias de semana é mais agradável.
O Musée de la Franc-Maçonnerie, com selo "Musée de France", está instalado na sede do Grand Orient de France, rue Cadet no 9e arrondissement. O que é fascinante aqui é descobrir os aventais bordados de Voltaire, de Jérôme Bonaparte e do presidente Paul Doumer, além da mais bela coleção de faiança com decoração maçônica do século XVIII na França. O museu ocupa o antigo salão de baile do edifício, um espaço notável que acrescenta ao caráter solene da visita. Um lugar confidencial e fascinante, perfeito para espíritos curiosos.
Por que ir: Interessante se gosta de assuntos inusitados e museus confidenciais.
Dica: A visita é curta: perfeito para combinar com um passeio pelo bairro.
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