
Café da manhã parisiense
SABORES E MOMENTOS
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O Folies Bergère é o music-hall histórico de Paris em toda a sua esplendor Art Déco: 1.600 lugares, uma fachada tombada e uma decoração interior que transporta você para os anos loucos. A programação é muito variada: musicais como Monte Cristo ou Shrek, shows de grandes nomes, espetáculos de magia, e às vezes noites de cabaré com Dita Von Teese. Prefira a plateia para aproveitar plenamente a encenação e a decoração do teto. A sala vale tanto quanto o espetáculo.
Por que ir: Uma noite de espetáculo bem parisiense.
Dica: Conforme a localização, a visibilidade pode variar: se isso importa, escolha assentos centrais.
A sala é minúscula: cerca de quarenta lugares, banquinhos apertados, sem microfone, sem som amplificado. No Lapin Agile, canta-se, declama-se poesia e repetem-se refrões em coro como faziam Picasso e Apollinaire quando passavam suas noites aqui, desde 1860. O que encanta é essa energia crua: os artistas estão a um metro de você, o espetáculo dura até 1h da manhã, e a entrada de 40 euros inclui uma bebida. Chegue cedo, os melhores lugares vão rápido.
Por que ir: Noite autêntica e aconchegante em Montmartre.
Dica: Reserve e chegue com antecedência: a sala é pequena e a experiência é melhor bem acomodado.
O Théâtre des Nouveautés tem 585 lugares no Boulevard Poissonnière, no 9e, um teatro italiano recentemente renovado com poltronas de veludo e décor Belle Époque. A sala programa comédias de boulevard desde sua fundação em 1827 -- quase dois séculos de vaudevilles e risadas. O bom é essa atmosfera de "saída clássica parisiense": vem-se, ri-se, passa-se uma boa noite sem complicar a vida, e o bairro dos Grands Boulevards é muito animado antes e depois do espetáculo.
Por que ir: Perfeito para uma saída "clássica parisiense": comédias, ritmo, clima de teatro tradicional.
Dica: Reserve nos fins de semana: é uma sala muito procurada neste bairro.
O Théâtre du Palais-Royal tem 700 lugares em uma sala italiana neobarroca com teto pintado, veludo profundo e luz quente -- um décor esculpido por Paul Sédille em 1887, a dois passos do Louvre e da Comédie-Française. Desde o século XIX, é o templo parisiense do vaudeville: Labiche, Offenbach, Feydeau e mais recentemente La Cage aux Folles fizeram época aqui. O bom é essa tradição de riso bem enraizada -- o clima é sempre animado e o público vem para passar um bom momento.
Por que ir: Ideal para uma primeira noite de teatro em Paris, simples e eficiente.
Dica: Como é teatro de boulevard, o clima costuma ser bem animado (risadas, ritmo).
O Comedy Club é um comedy club renomado da cena parisiense, com plateaux de stand-up em formato onde vários humoristas se sucedem em clima descontraído e convivial. A sala é bem organizada, o bar é agradável, e quando a sala esquenta (ou seja, quase sempre) a energia é realmente contagiante. O que é legal é a regularidade da qualidade: os artistas são bem escolhidos e o ritmo não cai.
Por que ir: Programa fácil para sair em Paris e se divertir, com várias passagens e boa energia.
Dica: Chegue um pouco antes: posicionamento e bar ficam melhores sem pressa.
A sala fica nos Grands Boulevards no 10e, 80 lugares em um cenário à americana com clima autêntico de Nova York. O legal do Broadway Comedy Club é o conceito de programação secreta: você não sabe quem sobe ao palco até a noite, o que dá a cada sessão um verdadeiro efeito surpresa. Os humoristas se sucedem em ritmo acelerado, entre talentos consagrados e revelações, e você pode jantar no local antes do show, cozinha asiática ou street food à escolha.
Por que ir: Noite leve para dar risada em Paris, especialmente se gosta de descobrir vários humoristas.
Dica: Algumas noites são bilíngues: verifique o idioma antes de reservar.
O New Morning são 500 lugares na rue des Petites Écuries no 10e, e é o templo do jazz em Paris desde 1981: Chet Baker, Stan Getz, Art Blakey e Dexter Gordon tocaram aqui. A sala quase não tem decoração: um ar de estúdio, de garagem, de clube em estado bruto, e é justamente isso que faz seu charme. O que é legal é essa proximidade total com os músicos: sem barreira, sem distância, apenas música ao vivo em clima caloroso e concentrado.
Por que ir: Perfeito se gosta de jazz e shows perto do palco, com programação frequentemente muito qualitativa.
Dica: Em geral, lugares livres: chegue cedo se quer uma mesa bem posicionada.
O Théâtre du Gymnase Marie Bell é um teatro italiano de 780 lugares no Boulevard de Bonne Nouvelle, no 10e, tombado como monumento histórico -- inaugurado em 1820, viu passar Balzac, George Sand, Dumas pai e filho. O teto pintado por Rubé e Chaperon representa as alegorias das estações, e o terraço em plena Paris é um verdadeiro diferencial. O bom é essa mistura de história e programação viva: a sala tem personalidade, a atmosfera é clássica e elegante, e vê-se de tudo conforme as temporadas.
Por que ir: Bom se você quer uma sala "à moda antiga" e programação variada.
Dica: Veja a duração do espetáculo: algumas noites podem ser mais longas do que se imagina.
A Salle Pleyel é um templo Art Déco de 1927 classificado como monumento histórico, com 2.000 lugares distribuídos em plateia e dois balcões no 8e arrondissement. A acústica é excepcional, concebida originalmente para o clássico, depois adaptada para também acolher jazz, pop e variedades. O que é legal é a qualidade da experiência: a visão do palco é boa de praticamente todos os assentos, e a elegância do lugar acrescenta uma dimensão especial a cada show.
Por que ir: Excelente opção se procura um show "grande formato" em uma sala confortável.
Dica: Veja o mapa da sala antes de comprar: conforme o espetáculo, certas zonas oferecem melhor experiência sonora/visual.
A Comédie-Française, fundada em 1680 por Luís XIV, é a mais antiga companhia de teatro permanente do mundo. A Salle Richelieu (a sala histórica na place Colette) acolhe o repertório clássico e contemporâneo interpretado pelos 60 actores permanentes (os «sociétaires»). Molière, Racine, Corneille cruzam-se com criações de Shakespeare, Tchekhov ou encenações actuais. O que é único aqui é esta continuidade de companhia desde há 345 anos: alguns textos são encenados na mesma sala desde o século XVII. O próprio edifício, com o seu foyer com colunatas e o seu tecto de Marc Chagall (1965), merece atenção antes e depois do espectáculo.
Por que ir: Para uma noite de teatro numa das instituições culturais mais importantes de França, um momento que vai muito além de uma simples saída ao espectáculo.
Dica: Reserve os seus bilhetes online em comedie-francaise.fr: algumas representações esgotam com várias semanas de antecedência. Bilhetes a preço reduzido (tarifa jovem, última hora) estão disponíveis na bilheteira uma hora antes do início.
A Scène Barbès são 60 lugares na 11 rue d'Oran no 18e, com cenário e clima inspirados nos comedy clubs nova-iorquinos. Dois formatos principais: a Comedy Night com humoristas consagrados da cena parisiense, e a Nouvelle Vague que destaca talentos emergentes descobertos pela sala. O que é legal é a qualidade da programação (exigente, com uma linha editorial que tende à paridade) e o bar-terraço onde se pode tomar um drink antes sem obrigação de consumir durante o show.
Por que ir: Noite leve e divertida em Paris, com vários humoristas e ritmo que não cai.
Dica: Chegue um pouco antes: os melhores lugares vão rápido e os shows começam na hora.
O Fridge é o comedy club de Kev Adams: 70 lugares na rue Saint-Denis no 2e, clima néon azul, coquetéis criativos no bar e programação surpresa toda noite. Cinco humoristas se sucedem para uma hora de stand-up, e o conceito é generoso: alguns shows são até entrada livre com contribuição voluntária. O que é legal é essa energia descontraída. Bebe-se um drink, ri-se, e às vezes um nome conhecido aparece no palco sem avisar.
Por que ir: Perfeito para rir por uma ou duas horas, sem complicação.
Dica: Os lugares no centro costumam ser os mais confortáveis se vier em grupo.
O Châtelet é um teatro italiano de 2.000 lugares na Place du Châtelet, no 1er, com balcões em três níveis -- uma verdadeira catedral do espetáculo. A programação é ampla: musicais (Top Hat, Les Misérables), dança contemporânea, ópera, hip-hop e até eletrônica conforme a temporada. O diferencial é essa ambição de "teatro popular" aberto a todos -- as produções são sempre visualmente impressionantes e a cenografia impecável.
Por que ir: Ideal se você procura uma noite de "grande palco" com forte dimensão visual (dança, orquestra, cenografia).
Dica: Verifique a duração e o intervalo; se vier de metrô, preveja uma margem na entrada.
Fundado em 1951 por Alain Bernardin no 12 avenue George V, o Crazy Horse Paris é o cabaret parisiense que elevou o nu feminino à categoria de arte. A especialidade da casa é o trabalho de luz: jogos de lasers e projectores que vestem e desvestem simultaneamente as dançarinas, uma técnica desenvolvida internamente ao longo de mais de 70 anos. O espectáculo actual («Totally Crazy») combina números de revista, jogos de espelhos e actuações das «Girls» do Crazy, seleccionadas segundo critérios precisos de morfologia. Artistas como Grace Jones, Dita Von Teese ou Philippe Starck (para o design) colaboraram com a casa. A sala acolhe cerca de 200 espectadores num ambiente intimista.
Por que ir: Para um espectáculo de cabaret parisiense único. A estética e a precisão dos números de luz fazem dele uma experiência muito diferente de um music-hall clássico.
Dica: Reserve com antecedência no site oficial: o Crazy Horse esgota regularmente. Duas representações por noite em dias de semana (20h e 22h30); os bilhetes incluem uma bebida de boas-vindas. Dress code: traje de noite aconselhado.
Instalado no 60 rue des Lombards desde 1983, o Sunset-Sunside reúne sob o mesmo tecto duas salas de carácter bem distinto: o Sunside, no rés-do-chão, acolhe o jazz acústico e as formações de câmara; o Sunset, no piso inferior, programa o jazz eléctrico, a fusão e as músicas do mundo amplificadas. Esta dupla identidade faz dele um local raro, capaz de cobrir numa só noite todo o espectro do jazz contemporâneo. A programação diária (incluindo domingo) alterna cabeças de cartaz internacionais e jovens talentos da cena francesa. As duas salas mantêm-se intimistas (o Sunside comporta cerca de 100 pessoas) e os músicos estão muitas vezes acessíveis após os concertos.
Por que ir: Pela riqueza da programação e a possibilidade de passar de uma sala para a outra conforme a disposição (acústico ou eléctrico, clássico ou fusão) sem sair do mesmo endereço.
Dica: Bilheteria online no site oficial; aberto 7 dias por semana a partir das 17h. Os concertos começam geralmente às 20h e às 22h. Verifique a sala (Sunset ou Sunside) no momento da reserva: as entradas e as atmosferas são diferentes.
Aberto no 42 rue des Lombards desde 1984, o Duc des Lombards é um dos endereços de referência do jazz parisiense, e uma das raras salas europeias a programar dois concertos por noite, de segunda a sábado. A capacidade intimista (cerca de 100 lugares) coloca o público muito perto dos músicos: pianistas, guitarristas, contrabaixistas e bateristas que formam as melhores formações do jazz actual e do jazz clássico americano. A programação internacional alterna grandes nomes e descobertas: Ahmad Jamal, Diana Krall, Brad Mehldau já aqui tocaram. Conselho insider: o segundo concerto (pelas 22h) é frequentemente o mais enérgico, quando os músicos se soltam mais.
Por que ir: Para viver o jazz em sala de proximidade, num dos clubes mais sérios de Paris, um prazer raro a esta distância de um palco.
Dica: Reserve os seus lugares online no site oficial, sobretudo à sexta e ao sábado, quando a sala esgota. O clube fecha ao domingo. Consumação não obrigatória à entrada, mas recomendada para apoiar a casa.
Inaugurada a 13 de Julho de 1989 para o bicentenário da Revolução Francesa, a Opéra Bastille é a sala principal da Opéra national de Paris. A sua grande sala acolhe 2 745 espectadores e dispõe de uma maquinaria cénica entre as mais avançadas da Europa, seis palcos móveis que permitem mudar inteiramente um cenário em menos de uma hora. A programação abrange os grandes títulos do repertório lírico (Verdi, Puccini, Wagner, Mozart) e as noites de ballet do Ballet de l'Opéra de Paris, uma das companhias mais reputadas do mundo. A arquitectura de Carlos Ott, sóbria e funcional, contrasta com o fausto da Opéra Garnier. Cada lugar oferece uma acústica e uma visibilidade estudadas.
Por que ir: Para uma noite lírica ou de ballet na grande sala de referência de Paris, uma experiência musical de primeiro plano num espaço moderno concebido para o conforto do público.
Dica: Os bilhetes para as grandes produções são muito disputados: reserve em operadeparis.fr logo que a bilheteira abre (frequentemente 2 a 3 meses antes). Bilhetes a preços reduzidos estão disponíveis duas semanas antes de cada representação para menores de 28 anos e candidatos a emprego.
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