
Café da manhã parisiense
SABORES E MOMENTOS
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O Les Tanins é um bistrô-bar de vinhos entre Saint-Lazare e Place de Clichy, comandado por Gauthier, que recebe você como um amigo. A carta de vinhos é ampla e bem pensada, com garrafas garimpadas junto a pequenos vinicultores independentes de todas as regiões da França. À noite, entra o modo tapas à francesa — hambúrgueres saborosos, tábuas de produtos locais e belas costelas de boi. Diga o que gosta, e Gauthier vai guiar você na taça com uma precisão admirável.
Por que ir: Perfeito para um aperitivo que vira noite.
Dica: Peça sugestões de harmonização.
O BKNK é um café literário instalado na sede da editora Beta Publisher, no 11 rue Blanche. Você se acomoda em grandes sofás de couro no meio de livros, com café de especialidade e doces caseiros cujos nomes homenageiam obras publicadas — o Brookie des Trois Gardes, o Lemon Cake du Millième Pin. Peça o charcoal latte ou o chai tradicional, são as assinaturas da casa. O clima é de sala de leitura aconchegante, perfeito para desconectar.
Por que ir: Perfeito se procura um lugar tranquilo para fazer uma pausa, ler ou trabalhar no computador.
Bom saber: Para mais sossego, prefira a tarde (de manhã costuma ser mais movimentado).
Atrás da Trinité, este bistrô mediterrâneo é comandado por um trio de amigos incluindo o chef franco-libanês Marc Elie Hayek (ex-Contrast) e Jules Behar (ex-Etsi). Compartilham-se pratos com sabores do Sul -- labneh, babaganoush, bricks, kefta com tabule e cebolas confitadas, peito de porco com acelga e tâmaras -- em um décor Art Déco marcante. Os coquetéis de arak, boukha e masticha adicionam um toque de originalidade. No almoço, fórmula a 19 euros o prato.
Por que ir: Ideal se você gosta de pratos para compartilhar e clima de noite.
Dica: Reserva aconselhada à noite, especialmente no fim de semana.
Sanduicheria artesanal na Rue de Londres, no 8e, com um conceito minimalista e eficaz: quatro sanduíches à escolha (porco, frango, vegetariano e um especial que muda), um brownie, e pronto. Mas tudo é feito à mão toda manhã -- os molhos, o tabasco, os ingredientes frescos -- e o resultado é surpreendente. Nota 4.9/5 no Restaurant Guru, os habitués falam do "melhor sanduíche de Paris". Menus entre 15 e 17 euros, menu estudante a 10 euros.
Por que ir: Ideal entre dois compromissos, antes de uma saída, ou quando você procura uma solução eficiente perto de Saint-Lazare.
Dica: Nos horários de pico pode ter fila: um horário alternativo torna a experiência mais fluida.
Instituição da place de Clichy desde 1892, o Wepler é a brasserie dos escritores — Henry Miller tinha a sua mesa aqui, e o Prémio Literário Wepler é entregue todos os outono neste mesmo salão. Vem-se pelo banco de ostreira, um dos mais reputados do norte de Paris, pelas travessas de marisco, pelo linguado ou pelo tártaro, numa grande sala com o ambiente das brasseries de outros tempos. A casa acaba de ser completamente renovada no espírito da sua decoração original.
Por que ir: Pelas ostras e pelo ambiente de brasserie literária histórica, a oito minutos a pé do hotel.
Dica: Reabertura em setembro de 2026 após renovação completa — verifique se está aberto antes de se deslocar.
Balcão mediterrâneo em Pigalle aberto em 2023 por Jules Behar e Arthur Billard (os fundadores do vizinho Gargouille). Quatro sanduíches entre 12 e 13 euros -- o Smash Kefta com iogurte alho-azeitona e o Falafel houmous-berinjela assada são as estrelas -- mais um prato do dia a 15 euros. Os cookies chocolate-zaatar e os biscoitos de pistache de sobremesa são irresistíveis. Aberto apenas no almoço em dias de semana, nota 4.7 no Google -- perfeito para um almoço rápido com sabor.
Por que ir: Boa pedida se você quer comer sem formalidades, antes de continuar a noite no bairro.
Dica: Balcão pequeno: nos horários de pico, um horário alternativo evita a espera.
Bistrô "canaille" no sentido nobre do termo, a dois passos do Moulin Rouge -- aqui se assume miúdos e clássicos bem executados. O carpaccio de língua de boi, o filé com cogumelos pleurotes e pommes dauphine, e o baba au rhum com creme de baunilha são valores seguros. A carta é curta, os vinhos bem escolhidos de todas as regiões, e o menu três pratos a 39 euros continua muito honesto para essa qualidade.
Por que ir: Bom se você gosta de bistrôs de bairro com carta tradicional.
Dica: O bairro é animado: chegar um pouco mais cedo torna a experiência mais confortável.
O No Scrum No Win é um bar de rugby na 32 rue de Londres, a 160 metros da Gare Saint-Lazare — um verdadeiro vestiário em tamanho real: camisas de equipes francesas e internacionais penduradas por toda parte, bolas nas prateleiras, chuteiras e flâmulas na parede. Aqui se assistem aos jogos do Top 14 e da Copa Europeia em 3 telas e um projetor, cerveja de pressão na mão e tábua de embutidos do sudoeste da França pela frente. O clima é de um verdadeiro clube de torcedores, caloroso e barulhento nas noites de jogo.
Por que ir: Assistir a uma partida com boa energia, sem vibe de "balada".
Dica: Jogos grandes enchem: chegue um pouco antes.
Fundado em 1854, antigo bordel que virou point dos Surrealistas, Le Cyrano é um monumento vivo da Place de Clichy com seu décor Art Nouveau de 1914 intacto. Retomado em 2022 por quatro amigos, a chef Charleyne Valet propõe uma cozinha francesa generosa e inventiva que valoriza os legumes. Vem-se tanto pelo décor carregado de história quanto pelo prato, em uma atmosfera de bairro animado. Aberto das 9h às 2h da manhã, serviço almoço e jantar.
Por que ir: Ideal se você quer um verdadeiro bistrô "à moda antiga", com personalidade, em um bairro animado.
Dica: Reserva aconselhada à noite, especialmente no fim de semana.
Instalado na Fondation Pernod Ricard perto de Saint-Lazare, este café-restaurante de décor imaculado é um refúgio de calma inesperado no bairro. A carta é curta e sazonal, com combinações de sabores surpreendentes e uma cozinha bistronomica precisa. O terraço, protegido do barulho da rua, é um dos segredos mais bem guardados do 8e -- ideal com tempo bom. Aberto apenas no almoço em dias de semana e no sábado para o brunch.
Por que ir: Muito bom para um brunch se você quer um endereço simples e agradável. Boa pedida para um almoço eficiente entre duas visitas.
Dica: No fim de semana, reserve se possível: as boas mesas enchem rápido. Com tempo bom, chegue cedo para garantir um lugar no terraço.
Peco Peco: culinária coreana acolhedora, pratos quentes e confortáveis (BBQ/bowls conforme o menu) em ambiente simples.
Por que ir: Perfeito para uma refeição saborosa e generosa, fácil de compartilhar.
Dica: Se você não curte picante, avise: muitos pratos podem ser ajustados.
O Monsieur le Zinc traz o conceito esperto do vinho e da cerveja em self-service: você recarrega um cartão no balcão e se serve ao centilitro entre uma dúzia de vinhos selecionados por um sommelier do Petit Ballon e cervejas artesanais a partir de 11 euros o litro. A decoração Pigalle é bem anos 70 — cores vivas, clima "gypset" — e você pode até conectar sua própria playlist. Para comer, as tábuas mistas e os croque-monsieurs caseiros dão conta do recado.
Por que ir: Ótimo para experimentar diferentes bebidas no seu ritmo.
Dica: Defina um orçamento: é fácil continuar provando.
O Pratz, na 59 rue Jean-Baptiste Pigalle, é ao mesmo tempo uma cave de vinhos naturais e uma mercearia fina — dá para degustar no local ou levar uma garrafa. A seleção de vinhos naturais é refinada, com muitos orgânicos, e o dono guia você com paixão conforme suas vontades. Para comer, os queijos e embutidos são magníficos. Nota 10/10 no TheFork — é o tipo de endereço onde você vem para uma taça e acaba ficando a noite toda.
Por que ir: Perfeito para descobrir vinhos e aproveitar a noite.
Dica: Peça harmonizações se escolher por taça.
O Ovanac é o bar de vinhos festivo da rue Pierre Fontaine em Pigalle, com uma seleção 100% francesa, orgânica e natural — para manhãs sem dor de cabeça. As tábuas são generosas e caseiras: homus, patê campestre, tapenades, embutidos e queijos de produtores franceses. Além do vinho, há cervejas artesanais orgânicas francesas e destilados criteriosamente selecionados. A equipe é calorosa e sempre pronta para recomendar um rótulo segundo seus gostos — nota 9.2/10, e o clima sobe rápido à noite.
Por que ir: Ótimo para um aperitivo animado com boas garrafas.
Dica: Pode ficar barulhento—vá cedo se quiser mais calma.
O French Flair, no boulevard de Clichy, é o bar dos apaixonados por rugby — e por esporte em geral. A decoração lembra um verdadeiro vestiário: camisas do Top 14 e de equipes internacionais por toda parte, 3 telas e um projetor para não perder nada. Aqui se bebem cervejas de especialidade na pressão (5 referências) e se beliscam tábuas de embutidos do sudoeste da França. Félix, o dono, é conhecido pelo acolhimento caloroso, e o clima sobe a cada try convertido.
Por que ir: Ver uma partida em Paris com ótimo clima.
Dica: Jogos grandes lotam: chegue cedo.
Neobistrô do 8e comandado pela chef mexicana Beatriz Gonzalez, passada pelo Sanderens três estrelas e La Grande Cascade. Sua cozinha é moderna e multifacetada -- foie gras selado no maçarico, enguia defumada ao dashi, raia meunière com aïoli potente -- em um cenário bistrô 1900 elegante com colunas cinzas e lustres. Seu marido Matthieu cuida da sala e seleciona os vinhos com olhar certeiro.
Por que ir: Muito bom para um jantar "bistronomico" sem cair no formal demais.
Dica: A carta muda: se estiver em dúvida, pergunte o que funciona melhor naquela noite.
Creperia de bairro: galettes clássicas e certeiras, perfeita quando quer uma refeição rápida e reconfortante.
Porquê ir: Ideal se procura uma opção segura, sem complicações, com boa escolha doce/salgado.
A saber: Se estiver indeciso, peça a galette “da casa” ou a recomendação do momento.
Cabaré mítico aberto em 1936 em Pigalle, o Chez Moune se tornou um dos clubes mais festivos do bairro. O conceito: decoração anos 30 — veludo vermelho, estuque dourado, bola de espelhos — com programação electro/house/deep house que atrai um público jovem e descolado. O legal é a ambientação intimista: dança-se entre os sofás em um cenário que respira a velha Paris boêmia, aberto de quarta a sábado até 6h da manhã.
Por que ir: Clássico da noite parisiense em área central.
Dica: Confira a programação e horários: o clima sobe geralmente tarde.
Restaurante tailandês: cozinha aromática (caril, pad thai, pratos no wok), com opções mais ou menos picantes.
Porquê ir: Ideal para variar do habitual e partilhar vários pratos; boa escolha ao almoço ou ao jantar.
A saber: Se não gosta muito de picante, diga ao pedir (o nível de malagueta varia conforme o prato).
Muito mais do que uma simples trattoria, Adami é uma mesa italiana contemporânea inaugurada em 2024 no coração de South Pigalle. As massas são feitas à mão todos os dias e os pratos são compartilhados em torno de um longo balcão de frente para a cozinha aberta. Não perca a focaccia como couvert, assinatura do chef, e deixe-se guiar pela carta curta e sazonal -- tudo isso com preços muito acessíveis (4 a 19 euros o prato).
Por que ir: Boa pedida quando você quer comer italiano de forma simples, sem passar a noite à mesa.
Dica: Se vier nos horários de pico, melhor reservar ou chegar um pouco mais cedo.
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