
Café da manhã parisiense
SABORES E MOMENTOS
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Rede de ramen com vários endereços em Paris, incluindo um na Rue de Châteaudun no 9e. "Yatai" significa "barraquinha" em japonês, e o espírito é fiel -- macarrão feito à mão, caldos longamente cozidos e guarnições caprichadas. O ramen assinatura com foie gras, trufa e wagyu surpreende, os gyozas são excelentes, e o cheesecake de gergelim preto de sobremesa é um achado. Notas entre 8.6 e 9.3/10 conforme o endereço -- é constante.
Por que ir: Excelente escolha quando você tem pouco tempo mas quer uma refeição de verdade (almoço ou jantar).
Dica: Nos horários de pico pode ter espera: evite o pico do almoço se estiver com pressa.
Cave à manger no baixo da Rue des Martyrs, conduzida pelo chef Stefano De Carli (ex-Verre Volé, Passerini) e seu sócio Nicolas Philips, vinicultor. Beliscam-se petiscos de inspiração transalpina -- charcutaria fina, legumes da estação, queijos -- acompanhados de vinhos naturais selecionados com olhar de produtor. O clima é caloroso: senta-se e deixa-se guiar pelas sugestões do dia.
Por que ir: Muito bom para um jantar "tapassado": belisca-se, bebe-se um copo, e toma-se seu tempo.
Dica: Se forem muitos, chegar cedo ajuda: as melhores mesas vão rápido.
Creperia de referência: galettes de trigo sarraceno bem trabalhadas, bons ingredientes e combinações mais “gourmet” do que numa creperia clássica.
Porquê ir: Perfeita se quer uma galette de excelente qualidade num ambiente cuidado, ao almoço ou ao jantar.
A saber: Ótima escolha se gosta de sidra; peça uma harmonização sidra/galette ao seu gosto.
O Unplug, na 57 rue d'Anjou (Paris 8e), é o primeiro bar de coquetéis imersivo de Paris — uma nave retro-futurista com teto animado, escotilhas exibindo paisagens em movimento e som espacializado em 360 graus. Na chegada, você recebe um passaporte que guia a degustação entre mais de 30 preparações da casa. Prove o Petrichor, um coquetel que evoca o cheiro da chuva, ou o Coral servido em um copo em forma de ouriço-do-mar com shochu e saquê. As tapas com notas exóticas completam a experiência. Nota 4.8/5 com mais de 900 avaliações — um verdadeiro achado.
Por que ir: Coquetéis bem feitos e atmosfera de noite, ideal antes de jantar ou seguir a noite.
Dica: Chegue cedo para conseguir mesa, especialmente de quinta a sábado.
O chef Franck Baranger, passado pelo Le Bristol, fez deste neobistrô do 9e um valor seguro da bistronomia parisiense -- eleito melhor bistrô do ano pelo Guide Lebey em 2014. Tartine de cebola, ovo confit, emulsão tomilho-bacon: os pratos são modernos e bem executados, o menu almoço a 23 euros é uma relação qualidade-preço rara, e a sala banhada de luz natural com mesas de madeira tem um verdadeiro ar de bistrô de bairro.
Por que ir: Uma boa opção se você procura um jantar caprichado, sem clima formal demais.
Dica: Reserva aconselhada à noite (sala pequena).
Neobistrô hiperlocal de Notre-Dame-de-Lorette, comandado pelo chef Jérémy Grosdidier (ex-Jules Verne, Plaza Athénée) e Michelle Primc. Aqui tudo é de circuito curto -- até os legumes tortos entram -- e sublimado pela defumação, infusão e fermentação. A torta de cogumelos com mousse tonka e avelãs torradas é imperdível, e o menu almoço entre 18 e 25 euros é uma pequena joia de custo-benefício.
Por que ir: Perfeito para um jantar de bairro com cozinha elaborada mas acessível.
Dica: A carta muda: se estiver em dúvida, pergunte o prato mais "assinatura" do momento.
Pequena pérola franco-coreana do 9e, aberta apenas no almoço pela chef Yeo Hyun. Carta ultracurta (3 entradas, 3 pratos) que muda todo dia conforme a inspiração e os fornecimentos -- carne da fazenda du Louvier, ovos bio, peixe fresco do mercado Saint-Charles, pickles caseiros. Tudo é cozido no local, os produtos são de estação e locais, e o resultado é cheio de sabor e leveza. Nota 4.9/5 -- endereço de conhecedores.
Por que ir: Exótico e simples, se você procura uma opção coreana sem protocolo.
Dica: O almoço pode ser mais cheio: chegar um pouco mais cedo facilita.
O Sister Midnight, na 4 rue Viollet-le-Duc, é um bar de coquetéis premiado que revive as raízes glam rock de Pigalle. A decoração diz tudo: paredes azul-pavão, laca preta, toques de leopardo e um balcão do tamanho de um porta-luvas. Peça o Mad Daddy ou arrisque o coquetel de miso-tequila — as criações são de classe mundial por apenas 13 euros. Aos sábados à noite, o bar se transforma com shows de drag e burlesco. O clima é ao mesmo tempo íntimo e elétrico, embalado por uma playlist impecável.
Por que ir: Coquetéis bem feitos em um ambiente estiloso em Paris.
Dica: Chegue cedo para sentar com mais facilidade.
Na Rue des Martyrs, este restaurante georgiano transporta você à Cólquida com especialidades generosas e perfumadas: nigvziani badrijani (berinjelas grelhadas recheadas com pasta de nozes), khatchapouri dourado, costelas de vitela marinadas e grelhadas. A verdadeira pérola são os vinhos georgianos envelhecidos em qvevri -- ânforas enormes enterradas que produzem vinhos potentes e únicos. O décor é moderno, o serviço atencioso, e o clima francamente acolhedor.
Por que ir: Bom se você quer descobrir a cozinha georgiana, em um ambiente convivial.
Dica: A rua fica muito movimentada nos horários de refeição: um horário alternativo torna a experiência mais confortável.
O Classique ocupa uma antiga farmácia do 9e arrondissement, e dá para notar: fachada azul-esverdeada com cruzes verdes de época, azulejos antigos, armários de madeira escura repletos de misteriosos frascos âmbar. Atrás do balcão, Hugo Combe (ex-Fifty Fifty) e Benjamin Le Seigneur criam onze "decoções caseiras" — prove o Milk Punch Assemblage #3 com ratafia e Suze, ou um mocktail com xarope de orgeat avelã e flor de laranjeira. O barman aqui dedica tempo para guiar você segundo seus gostos, e o pequeno terraço arborizado afastado de Pigalle é um verdadeiro diferencial.
Por que ir: Coquetéis bem feitos em ambiente estiloso.
Dica: Vá cedo para conseguir mesa.
No 9o andar do Hôtel Rochechouart, Maggie oferece uma vista panorâmica de 360° sobre Paris -- Sacré-Coeur de um lado, Torre Eiffel do outro. Come-se pratos mediterrâneos para compartilhar (camarões grelhados chimichurri, lulas recheadas feta-azeitona) e saboreia-se o coquetel assinatura Maggie com gin, hibisco e bergamota. É o lugar ideal para um aperitivo nas alturas quando o céu de Paris se dá em espetáculo.
Por que ir: Perfeito para um aperitivo nas alturas, mais pela atmosfera do que por um jantar formal.
Dica: Depende muito do tempo: em caso de chuva/vento, a experiência pode ser limitada.
Cave à manger do 9e fundada por Christophe Juville e Loïc Minel, com uma grande mesa comunitária no centro e balcões dos dois lados. Beliscam-se petiscos no estilo tapas -- pérolas muitas vezes influenciadas pela cozinha do sul -- degustando vinhos naturais de pequenos produtores, garimpados com cuidado. O clima é descontraído: senta-se, prova-se, pede-se mais uma taça.
Por que ir: Perfeito para um aperitivo que se prolonga, ou um jantar leve em torno de bons copos.
Dica: Sala pequena: chegar cedo aumenta as chances de conseguir lugar sentado.
O chef Geoffrey Lengagne trabalhou com Pierre Gagnaire em Londres, Thomas Keller em Nova York e Jérôme Banctel em Paris antes de abrir esta mesa na Rue Lamartine. Sua cozinha é precisa e engajada, voltada para legumes e frutos do mar com influências italianas e asiáticas -- como seus agnolotti de bacalhau braseado com creme de cebola defumada. Décor despojado, piso de concreto polido, cozinha aberta: o prato fala por si.
Por que ir: Boa pedida se você procura uma mesa "simples mas boa", com espírito parisiense.
Dica: Nos horários de pico, lota: um horário mais cedo ou mais tarde torna a visita mais confortável.
Perto da Madeleine, Kibo No Ki é um restaurante de ramen e poke bowls onde você personaliza sua tigela -- base, proteínas, legumes, toppings, molhos. Os caldos são bem trabalhados, as tigelas generosas, e há até opções halal (Paitan de frango). A originalidade: o restaurante propõe experimentar quimonos e se fotografar em um décor japonês, com terraço, balcão sob cerejeira em flor e sala no subsolo decorada. Divertido, bom e exótico.
Por que ir: Excelente escolha quando você tem pouco tempo mas quer uma refeição de verdade (almoço ou jantar).
Dica: Nos horários de pico pode ter espera: evite o pico do almoço se estiver com pressa.
Escondido atrás de um portão da avenue Junot, no jardim do Hôtel Particulier Montmartre, o Le Très Particulier é provavelmente o bar de cocktails mais secreto de Paris: um jardim de inverno com ares de estufa de 1900, papéis de parede botânicos, luz suave e uma esplanada-jardim onde o tempo para. Os cocktails signature mudam ao ritmo das estações, e sessões de DJ electro suave animam as noites de fim de semana. Toca-se à campainha, atravessa-se o jardim, e Paris desaparece.
Por que ir: Para um copo romântico num lugar confidencial — um dos mais belos bares escondidos da capital.
Dica: Reserva fortemente aconselhada ao fim de semana; traje cuidado apreciado. Conte vinte minutos a pé pelos cumes de Montmartre.
Restaurante tailandês: cozinha aromática (caril, pad thai, pratos no wok), com opções mais ou menos picantes.
Porquê ir: Ideal para variar do habitual e partilhar vários pratos; boa escolha ao almoço ou ao jantar.
A saber: Se não gosta muito de picante, diga ao pedir (o nível de malagueta varia conforme o prato).
Uma mesa vegetariana mais gastronómica: pratos criativos, empratamentos cuidados e uma experiência mais virada para o jantar.
Porquê ir: Recomendado se procura uma boa opção vegetariana para uma ocasião, um jantar a dois ou uma saída “foodie”.
A saber: Reserva aconselhada; indique alergias e intolerâncias com antecedência para um melhor atendimento.
Grande brasserie no Boulevard Haussmann com espírito provençal assumido: banquetas em veludo laranja, boiseries coloridas e sabores do sul da França. Aqui se come clássicos bem executados -- sopa de cebola, risoto cremoso, cordon bleu crocante -- e o polvo para dois virou o prato fetiche dos habitués. O ambiente é animado, os pratos generosos, e fica aberto todos os dias até 1h da manhã.
Por que ir: Uma referência simples para um almoço/jantar "brasserie" sem surpresas.
Dica: Nos horários de pico pode ficar agitado: mais cedo costuma ser mais confortável.
Café de brunch: pratos doces e salgados, bom café e ambiente descontraído, perfeito para começar o dia.
Porquê ir: Ótimo para um brunch completo antes de um dia de visitas ou para uma pausa gulosa a meio da manhã.
A saber: Ao fim de semana, chegue cedo: as melhores mesas desaparecem rápido.
Segundo restaurante do chef Eloi Spinnler, Colère propõe uma cozinha criativa e instintiva em torno de um menu de degustação curto e surpreendente. O endereço rapidamente se impôs na cena gastronómica parisiense pela sua relação qualidade-preço e atmosfera íntima. A sala, pequena e cuidada, contrasta com a frieza de alguns restaurantes estrelados: aqui come-se com genuíno prazer.
Porquê ir: Para uma experiência gastronómica acessível e memorável, ideal para uma ocasião especial.
A saber: Reserva indispensável — a sala é pequena e as mesas esgotam rapidamente.
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