
Café da manhã parisiense
SABORES E MOMENTOS
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Restaurante chinês: noodles, arroz salteado e especialidades da casa, num formato “casual” e guloso.
Porquê ir: Ideal para uma refeição eficiente (sozinho ou acompanhado), com pratos fáceis de partilhar.
A saber: Se estiver com pressa, escolha noodles/arroz salteado; para uma refeição mais completa, pergunte pelas especialidades do dia.
O Wally Le Saharien defende há décadas uma especialidade única em Paris: o couscous saariano «seco», servido sem caldo nem legumes, como no sul argelino — a sêmola fina, enrolada em manteiga, basta a si mesma, acompanhada de cordeiro, almôndegas e passas. A sala com ares de riad, com os seus objetos berberes e fotografias do deserto, completa a viagem. Não é o couscous que conhece, e é precisamente por isso que se vem aqui.
Por que ir: Para provar um couscous impossível de encontrar noutro lugar, numa instituição do 9.º arrondissement a vinte minutos a pé do hotel.
Dica: Fechado domingo e segunda-feira; o couscous saariano come-se tal qual — não peça caldo, é esse o princípio.
T'Xuan é o salão de chá chinês na Rue la Fayette que transporta para longe da agitação parisiense com seu décor em madeira e lanternas suspensas. A especialidade são as doçuras chinesas pouco conhecidas: geleias cristalinas com ervas, mille-crêpes de matcha ou durian, tapiocas e "neves brancas", acompanhados de um verdadeiro chá tradicional chinês. O diferencial é a profundidade do cardápio -- dezenas de sobremesas mais cinco pratos salgados como arroz com porco braseado ou sopa de wontons, para uma verdadeira pausa asiática.
Por que ir: Prático para uma pausa-lanche no bairro, se você gosta de sobremesas delicadas.
Dica: Na hora do lanche pode ter espera: um horário alternativo é mais confortável.
O Sequoia é o rooftop do Kimpton St Honoré no 10° andar, com vista panorâmica de 360 graus sobre os telhados de Paris — da Ópera à Torre Eiffel. O terraço de 300m² acomoda 80 pessoas em um cenário chique e verdejante, com coquetéis autorais e DJ sets ao vivo. Nas sextas à noite, um chef prepara um churrasco ao vivo das 19h às 22h. É um dos mais belos rooftops do centro de Paris, perfeito para um momento especial.
Por que ir: Perfeito para afterwork ou um drink a dois em um rooftop chic no centro de Paris.
Dica: Pode haver consumo mínimo dependendo do horário; reserve se puder.
O chef Geoffroy Bret, formado com Alain Passard, abriu seu primeiro restaurante na Rue d'Astorg, no 8e. O cartaz anuncia a cor: "Cuisine au beurre". Come-se aqui uma verdadeira cozinha de bistrô bem executada -- alho-poró vinagrete, oeuf mayo, ris de veau panados meunière -- e o repolho recheado virou a assinatura da casa: generoso, perfumado, envolvido em uma couve verde delicada. Toalhas brancas, paredes de pedra, ambiente intimista.
Por que ir: Bom para um jantar tranquilo com bons produtos, sem código "gastro".
Dica: A carta muda: pergunte a sugestão do dia, costuma ser a melhor escolha.
O Jugaad é a gastronomia indiana contemporânea do chef Manoj Sharma, figura da cena culinária indiana que passou por Londres antes de Paris. Numa grande sala junto à Opéra-Comique, com o tandoor visível desde a sala, ele revisita as cozinhas de todas as regiões da Índia com técnicas modernas e produtos de época franceses — longe dos padrões do género. Os pratos são criativos, os cocktails com especiarias valem a viagem, e o menu de almoço torna a experiência muito acessível.
Por que ir: Para descobrir o que a cozinha indiana se torna quando entra em modo gastronómico.
Dica: Reserva recomendada ao jantar; o almoço de semana é a melhor relação qualidade-preço.
Ramen japonês: caldos bem trabalhados e taças generosas, perfeito para uma refeição rápida e reconfortante.
Porquê ir: Ótima opção quando tem pouco tempo mas quer uma refeição a sério (almoço ou jantar).
A saber: Nas horas de pico pode haver espera: evite o pico do almoço se estiver com pressa.
Criado por Mireille Hayek e sua filha Yasmina (formada com Mathieu Pacaud e Jean-François Piège), Em Sherif é uma mesa libanesa de exceção no Boulevard Haussmann, perto do Parc Monceau. O décor mistura arcos e cerâmicas beirutinas com banquetas de vime de uma brasserie parisiense. Degustam-se mezzes refinados feitos à mão -- houmous, moutabal, man'ouchés assados na hora -- seguidos de grelhados e shawarma, com de sobremesa um baklava ou arroz doce com ashta.
Por que ir: Recomendado para um jantar a dois, uma refeição de negócios, ou quando bater vontade de cozinha libanesa mais sofisticada.
Dica: Reserva aconselhada; se tiver alergias/intolerâncias, avise ao fazer o pedido.
Restaurante vegetariano: cozinha criativa com produtos da época, numa abordagem mais “bistronómica”.
Porquê ir: Perfeito para uma refeição caprichada (a dois ou em pequeno grupo), sobretudo se quer opções vegetarianas bem trabalhadas.
A saber: Se preferir 100% vegan, pergunte o que pode ser adaptado ao fazer o pedido.
A menos de vinte minutos do hotel, perto de Miromesnil, o Irwin é o restaurante com estrela do chef Irwin Durand — uma estrela no guia Michelin —, formado no Oustau de Baumanière e depois junto de Joël Robuchon e Bernard Loiseau. A sua cozinha francesa, enraizada nos terroirs e nas memórias de infância, apresenta-se em menus de degustação batizados com nomes de lugares marcantes do seu percurso: “Mesnil” (três pratos ao almoço, 68 €), “Rue du Bac” (cinco pratos, 115 €), “Quai de Conti” (sete pratos, 160 €). Apenas sete mesas e uma mesa de hóspedes, num decor elegante com luz suave: a experiência é íntima e muito pessoal.
Por que ir: Para um almoço ou jantar gastronómico com estrela, num dos endereços mais confidenciais do bairro.
Dica: Aberto de segunda a sexta-feira (fechado ao fim de semana), reserva indispensável — as sete mesas esgotam depressa. O menu de almoço “Mesnil”, a 68 €, é a porta de entrada mais acessível.
Cédric Grolet Opéra é a primeira padaria-confeitaria do chef eleito melhor confeiteiro do mundo, na Avenue de l'Opéra. A especialidade aqui são os famosos Fruits Sculptés: sobremesas que reproduzem com perfeição a aparência de um limão, maçã ou avelã, mas que escondem por dentro camadas de mousse, gel e biscoito de uma precisão impressionante. O diferencial é que tudo é fabricado no local em quantidade limitada -- viennoiseries de manhã, confeitaria à tarde -- e o salão de chá no andar de cima é reservado online para uma experiência completa.
Por que ir: Ideal para um lanche parisiense ou para levar uma confeitaria durante um passeio.
Dica: Conforme o horário, pode ter espera: mirar cedo (ou fora do pico) ajuda.
Pizzaria a lenha de faia (faggio, em italiano) na Rue de Rochechouart, aberta desde 2015. Todos os produtos vêm de fileiras bio ou sustentáveis, e as pizzas saem de um forno 100% lenha -- Bufalina, Diavola, Calzone, Norma. De sobremesa, o tiramisu e os cannoli de ricota fecham bem a refeição. É rápido, bem feito, e os preços continuam acessíveis pela qualidade. Um valor seguro do bairro para um jantar descomplicado.
Por que ir: Perfeito para uma refeição fácil, antes de uma saída ou quando você volta tarde.
Dica: Se vier em horário de pico, uma reserva (ou chegar um pouco mais cedo) evita a espera.
Violetta et Alfredo é o salão de chá do 9e inspirado em La Traviata de Verdi, criado por Ivan Alvarez, apaixonado por ópera e confeitaria. A especialidade é um tea time diário com petits fours, criações salgadas e confeitarias caseiras, servido em um décor teatral: afrescos, lustres de cristal e mobiliário elegante que lembra o ato 2 da ópera. O diferencial é essa atmosfera que transporta para a campagna italiana de Violetta e Alfredo -- um brunch também é servido todos os dias a partir das 10h.
Por que ir: Bom para uma pausa-lanche tranquila, ou um brunch se você tem tempo.
Dica: Reserva aconselhada nos horários de brunch e no fim de semana.
A chef franco-grega Mikaela Liaroutsos abriu o étsi em 2017 para mostrar que a cozinha grega vai muito além da moussaka: mezze modernos e precisos, polvo grelhado, tarama caseiro, queijos e vinhos gregos selecionados na origem. O bistrot das Grandes-Carrières, referenciado no guia Michelin, tem ares de taverna contemporânea — azul e branco, sem folclore — e uma energia muito convivial. Partilha-se tudo, e sai-se de lá com uma visão diferente sobre a Grécia.
Por que ir: Por mezze gregos criativos que não se encontram em mais nenhum lugar do bairro.
Dica: Uma estação de metro desde a Place de Clichy (linha 13, La Fourche); reserve, a sala é pequena.
O Shed é o rooftop intimista do Hôtel des Grands Boulevards (Paris 2e), projetado pela arquiteta Dorothée Meilichzon — um refúgio verde sobre os telhados, mais charmoso do que espetacular. A carta de coquetéis muda a cada estação e se divide em três níveis: No Shed (sem álcool, 10 euros), One Shed (leve, 14 euros) e Two Shed (clássico). Cada criação é cuidada com ingredientes de qualidade e acabamentos caprichados. A vista dá para os telhados ao redor e a claraboia do hotel — é aconchegante, sem ostentação, e é exatamente isso que se aprecia.
Por que ir: Excelente para um aperitivo no centro de Paris.
Dica: Pôr do sol é concorrido: vá cedo.
Ramen japonês: caldos bem trabalhados e taças generosas, perfeito para uma refeição rápida e reconfortante.
Porquê ir: Ótima opção quando tem pouco tempo mas quer uma refeição a sério (almoço ou jantar).
A saber: Nas horas de pico pode haver espera: evite o pico do almoço se estiver com pressa.
Instalado na passage des Panoramas, a mais antiga galeria coberta de Paris, o Club Cochon é um bistrô canalha inteiramente dedicado ao porco, aproveitado da cabeça aos pés: pé de porco, tosta trufada, salada de cabeça, andouillette, morcela e enchidos caseiros. Aberto na primavera de 2023 por Joseph, chef pasteleiro de formação, e Valentin, sommelier, o espaço transforma-se à noite num bar de vinhos, com uma carta de vinhos naturais que vai de oitenta a cento e cinquenta referências e um belo destaque para o Beaujolais. O ambiente é assumido: vem-se aqui para beber, comer e cantar bem alto, na decoração envelhecida da galeria.
Por que ir: Para uma cozinha de porco generosa e uma bela adega de vinhos naturais, no enquadramento único de uma galeria coberta do século XIX.
Dica: Aberto de terça a sábado, ao almoço e à noite até à meia-noite. Reserva aconselhada, o espaço é pequeno e enche depressa. Combina bem com um passeio pela passage des Panoramas.
Tomo é a confeitaria franco-japonesa que une a tradição do wagashi ao savoir-faire francês, com ingredientes bio e de estação. A especialidade é o dorayaki feito à mão: esse biscoito macio e quentinho recheado com anko (creme de azuki) é preparado na mais pura tradição japonesa, e também vem em versão matcha ou gergelim preto. O diferencial é a fineza das confeitarias -- menos doces que as clássicas francesas -- acompanhadas de uma bela seleção de chás japoneses, em um ambiente despojado e relaxante.
Por que ir: Bom se você procura um lanche diferente (confeitaria fina, menos doce), em ambiente tranquilo.
Dica: Algumas peças acabam rápido: chegar mais cedo amplia a escolha.
Restaurante vegetariano moderno: cozinha de época, pratos para partilhar ou pratos completos, ambiente acolhedor.
Porquê ir: Boa escolha para um almoço ou jantar descontraído, com alternativas vegetarianas variadas (e muitas vezes adaptáveis).
A saber: Se vier só para beber um copo, peça as pequenas tábuas/pratinhos e as opções para partilhar.
Restaurante vietnamita: cozinha aromática e relativamente leve (pho, salteados, especialidades da casa).
Porquê ir: Perfeito se procura uma refeição saborosa mas não muito pesada, ao almoço ou ao jantar.
A saber: As sopas tipo pho são uma aposta segura quando quer uma refeição completa e reconfortante.
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